Por Marcelo Buzetto* 

Na noite de 19 de dezembro faleceu nosso querido companheiro Max Altman. A lembrança que tenho dele é sempre de momentos de luta, de resistência e de celebração de vitórias da esquerda latino-americana. Em agosto de 2004 estávamos juntos no Palácio Miraflores, em Caracas, na Venezuela. Lembro da alegria contagiante de Max quando, pela madrugada, foi anunciada a vitória de Hugo Chávez no referendo presidencial. E logo o comandante saiu de sua sala para cumprimentar os brasileiros e outras delegações que lá estavam. Também seus conselhos aos militantes, suas recomendações, sua paciência e sua persistência. Impossível esquecer.

Max abraçou muitas lutas e muitas causas justas. Lutou pela unidade popular na América Latina. Dedicou-se à batalha das ideias e organizou lutas e campanhas de solidariedade em um momento em que até setores da esquerda já não valorizavam ou priorizavam tanto tais iniciativas. Foi sempre firme na defesa de princípios e valores. Defensor incansável da Revolução Cubana, foi protagonista de uma belíssima campanha de solidariedade: pela liberdade dos 5 patriotas e antiterroristas cubanos presos ilegalmente pelos EUA em 1998.

Max Altman, um 'incansável lutador dos povos', morreu aos 79 anos nesta segunda-feira (19/12) - Foto: Reprodução/OperaMundi

Max andou por todas as organizações e viajou por várias cidades do Brasil para lançar o Comitê pela liberdade dos 5 patriotas. Em São Paulo foi um inspirador e organizador de várias ações concretas de solidariedade com Cuba, num período de intensos ataques à ilha por parte da mídia burguesa e de forças políticas neoliberais. Max também foi um grande amigo do MST e entusiasta apoiador da Escola Nacional Florestan Fernandes, onde estão hoje os livros que fizeram parte de seu acervo pessoal.

Max estará sempre em nossos corações, em nossas lutas. Max está nos livros de nossa biblioteca. Suas ideias, seu exemplo e suas posições ajudaram a formar novas gerações de militantes, por isso será eterno na memória da classe trabalhadora. Aprendemos muito com nosso querido companheiro Max Altman, e nosso compromisso é de multiplicar suas ideias e seus sonhos, para um dia prestarmos a mais importante homenagem a ele e a outros revolucionários: fazer vitoriosa a Revolução Brasileira, construindo uma sociedade verdadeiramente justa, democrática e socialista.

Max Altman presente, agora é sempre!!!

* Pós-Doutorando em Política Internacional (UNESP), Marcelo Buzetto, do MST, é integrante do Comitê de Solidariedade ao Povo Pelestino e autor de A Questão Palestina 

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